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Afirmação como destino cultural ativou turismo na antiga capital algarvia

Outrora a cidade mais imponente do Algarve e após ter perdido influência, foi a aposta no legado histórico e a afirmação de Silves como destino cultural que lhe devolveram vida, atraindo anualmente milhares de turistas.

Antiga capital algarvia, Silves é a cidade com mais monumentos nacionais no Algarve, cinco, ao todo: o Castelo – o principal polo de atração turística e um dos monumentos mais visitados da região -, a Cruz de Portugal, as Muralhas e Porta da Almedina, o Poço-Cisterna árabe e a Sé.

A partir da década de 1980 iniciaram-se as escavações arqueológicas no interior e em redor do castelo e, em 1990, foi inaugurado o Museu Municipal de Arqueologia de Silves, construído em torno do Poço-Cisterna. Estas ações consolidaram a imagem de Silves como município ligada ao património cultural e reconhecido pela sua história, que atrai milhares de turistas.

“Deve haver poucas cidades como a nossa, com este património”, observa à Lusa a presidente da autarquia, Rosa Palma, que considera necessário criar mais polos de atração na cidade, para além do castelo, trabalho que a autarquia já está a desenvolver, para fazer com que as pessoas que visitam Silves permaneçam mais tempo.

Segundo a diretora regional de cultura do Algarve, Alexandra Gonçalves, a cidade de Silves é um dos pontos de referência no que respeita ao legado islâmico na região, o que cativa cada vez mais de visitantes interessados na história do Algarve.

“O turista atual é diferente do de há 30 anos e existe uma apetência crescente pela história”, resume aquela responsável, sublinhando que a tematização da oferta, através da criação de rotas, também tem contribuído para esse fenómeno.

O Algarve é a única região do país a integrar uma rota turística internacional – a Rota Omíada – que visa mostrar os costumes e o legado árabe construído durante aquela dinastia, em sete países da bacia mediterrânica, exemplifica.

Depois de ter sido submetido a obras de reabilitação, que terminaram em 2009, o Castelo de Silves ganhou uma nova vida e oferece agora mais condições aos visitantes – na sua maioria, estrangeiros -, embora, segundo a presidente da autarquia, ainda haja coisas por fazer para melhorar aquele espaço.

O castelo, com mais de mil anos e que é o “ex-libris” da cidade, situado no alto da colina em que se ergue Silves, possui agora um jardim de inspiração islâmica e uma casa de chá, tendo também sido criadas infraestruturas de apoio aos visitantes, o que antes das obras praticamente não existia.

Segundo Pedro Garcia, chefe de divisão de Cultura da Câmara de Silves, o número de visitas ao castelo tem aumentado todos os anos, tendo sido registadas, em 2015, aproximadamente 232 mil entradas (mais 27 mil do que em 2014), na sua maioria por parte de cidadãos britânicos, alemães, holandeses e, ultimamente, franceses.

A maior parte dos visitantes chega ao castelo por conta própria, mas nos últimos três anos tem crescido o número de visitas organizadas, indica aquele responsável, frisando que o aumento do número total de entradas está relacionado com as parcerias firmadas com operadores turísticos.

Já o Museu Municipal de Arqueologia de Silves recebeu, em 2015, mais de 29 mil visitantes, tendo sido criado recentemente um ingresso conjunto para o museu e castelo.

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