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Aroma do café transformou Campo Maior num “oásis” de desenvolvimento

Em Campo Maior, o “aroma” do café paira no ar, fruto do trabalho desenvolvido pelo empresário Rui Nabeiro que, ao longo dos anos, tem sido “um dos principais responsáveis” pelo desenvolvimento económico e social daquele concelho alentejano.

Situada a poucos quilómetros de Badajoz (Espanha), Campo Maior, no distrito de Portalegre, tem sido um verdadeiro “oásis” de desenvolvimento, principalmente nas últimas três décadas, combatendo o desemprego e a perda de população, dois dos principais problemas que afetam o Alentejo.

“Campo Maior tem uma população jovem e, a nível do Alentejo, é um caso quase único. Para mim nada é melhor e mais importante do que ver a minha gente a viver com muita alegria”, afirma o empresário Rui Nabeiro, fundador da Delta Cafés, em declarações à agência Lusa.

Para atestar estas declarações do empresário de 85 anos, fonte da Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano (ULSNA) diz à Lusa que, em 2015, nasceram na maternidade de Portalegre 60 crianças, cujos pais são oriundos de Campo Maior (dados referentes à área de residência da grávida).

A mesma fonte acrescenta que, dos 15 concelhos que compõem o distrito de Portalegre, Campo Maior ocupou, em 2015, a terceira posição no que diz respeito ao maior número de nascimentos, tendo apenas na frente os concelhos de Portalegre (150 nascimentos) e Elvas (115 nascimentos).

Na opinião do empresário e comendador Rui Nabeiro, a “força de trabalho” que existe em Campo Maior e a “ força de resposta” que também existe para todos os habitantes, marcam a forma como aquele concelho tem vindo a crescer.

Rui Nabeiro, que continua a sonhar em fazer “sempre mais e melhor” em prol da sua terra, recorda que a comunidade de Campo Maior “também fez muito” por ele, acrescentando que gostaria de ter proporcionado a todos “mais trabalho, mais e melhores condições de vida”.

“Eu ainda tenho muito para fazer, só tenho é pena de ter muitos anos. Mas todos os dias vou sonhando, realizando, dando um passo, sempre com a mesma perspetiva que passa por lutar pela riqueza dos da terra, do concelho e do bem-estar de todos”, acrescenta.

Para o diretor do portal de informação “Campomaiornews”, Joaquim Folgado, o comendador Rui Nabeiro “tem sido o catalisador” do desenvolvimento de toda a região nas últimas três décadas, sublinhando ainda que “é impossível não falar” do empresário quando se fala de Campo Maior.

Além do trabalho desenvolvido por Rui Nabeiro, que emprega em Campo Maior “cerca de 800 pessoas”, Joaquim Folgado recorda que aquela vila raiana “também tem beneficiado” ao longo dos últimos anos de outros investimentos, dando como exemplo a presença de uma fábrica que produz borracha e que emprega “cerca de 500 trabalhadores”.

Com uma forte implementação nas últimas três décadas de infraestruturas sociais, culturais e desportivas, o concelho de Campo Maior é também conhecido pelas suas Festas do Povo, iniciativa que se realiza “quando o povo quer”, e que o município espera que seja classificada como Património Imaterial da Humanidade, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).

Entretanto, um dos momentos que marca a história recente de Campo Maior ocorreu no início deste ano, quando o município realojou cerca de 220 pessoas que viviam em condições precárias, há 30 anos, junto às muralhas do castelo, numa outra zona da vila.

As famílias foram realojadas, na sequência de um projeto que contou com um investimento de cerca de um milhão de euros, financiados em 85% por fundos comunitários, cabendo ao município suportar a restante verba.

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