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Autoestrada deu nova centralidade a Penela e melhorou competitividade empresarial

A construção da A13, entre Tomar e Coimbra, deu uma nova centralidade ao pequeno município de Penela, no distrito de Coimbra, e melhorou a competitividade do território, que ficou mais próximo do resto do país.

O presidente da Câmara de Penela considera que a conclusão daquele troço foi “importante, mas não determinante” para o desenvolvimento económico do concelho, embora tenha sido o maior investimento realizado pela administração central na região nas últimas décadas.

“A melhoria das acessibilidades (mais rápidas, seguras e confortáveis) permitiu reduzir os tempos de percurso e, com isso, melhorou as condições para a fixação das populações e atração do investimento”, salienta o autarca Luís Matias (PSD).

No entanto, considera que para cumprir os objetivos que determinaram a construção da A13, em pleno funcionamento desde abril de 2014, é “essencial que se prolongue para norte e faça a ligação à A25, constituindo-se como estruturante para o desenvolvimento da sub-região, designadamente do Pinhal Interior”.

“Por uma questão de equidade, o preço das portagens deve ser revisto, aproximando-se do que é praticado nas outras estradas com este perfil, designadamente a A1. O tarifário da A13 prejudica, claramente, os cidadãos e empresas desta região, quando comparadas com outras que têm mais acessibilidades e a melhores preços”, alerta, por outro lado, Luís Matias.

Apesar destes constrangimentos, o volume de negócios cresceu nos últimos anos no concelho de Penela – inserido na zona do Pinhal Interior Norte, com cerca de seis mil habitantes -, com a fixação de novas empresas.

“O município, apesar da pequena dimensão é, na Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra, o que tem mais empresas PME Excelência e PME Líder per capita, este ano”, destaca o presidente do município, demonstrando a vitalidade económica daquele território.

Contudo, a construção da A13 trouxe também um novo problema ao município liderado pelo social-democrata Luís Matias. O seu traçado interseta parte da área de expansão da Zona Industrial de Penela “e as servidões administrativas inviabilizam a sua ampliação”, refere o autarca.

“Por isso, estamos a preparar outras áreas de localização empresarial para dar resposta à procura. Procuramos requalificar a Zona Industrial da Louriceira, a sul do concelho, e concluir o Plano de Pormenor do PENELI, a norte”, explica.

O presidente da Câmara de Penela destaca, ainda, a conclusão do Habitat de Inovação Empresarial nos Setores Estratégicos, que dispõe de mais 15 espaços para a criação e o funcionamento de empresas que explorem e dinamizem os setores estratégicos do concelho, designadamente, os produtos endógenos, a experimentação de energias renováveis e a floresta.

Para o diretor-geral da Frijobel, empresa de processamento de pescado e comercialização de produtos alimentares congelados, a maior de Penela, cuja faturação rondou os 30 milhões de euros em 2015, a construção da A13 veio acrescentar valor e assumir-se como um meio “facilitador de negócios”.

Segundo Paulo Júlio, antigo presidente do município que foi também secretário de Estado da Administração Local, “em termos de centralidade, que conta muito hoje em dia, a A13 trouxe, para a empresa, um impacto muito positivo”.

“Atualmente, vamos a Lisboa e temos acesso ao aeroporto sempre em autoestrada, o que para os nossos clientes e fornecedores estrangeiros é muito bom”, sublinha o responsável da empresa, destacando também a mais-valia do acesso a Espanha facilitado pela A13.

Também o empresário Henrique Bento, proprietário da indústria de metalomecânica Metalmiro, considera que a autoestrada veio criar novas condições para o tecido empresarial do concelho de Penela, facilitando a acessibilidade.

No entanto, tal como o presidente da autarquia, alerta para o elevado tarifário das portagens e a necessidade de se proceder à sua revisão.

“Mas que é uma grande mais-valia para o concelho e para o tecido empresarial, ninguém tenha dúvidas”, enfatiza o industrial.

A A13 cruza os concelhos de Coimbra, Condeixa-a-Nova, Miranda do Corvo, Penela, Figueiró dos Vinhos, Ansião, Alvaiázere, Ferreira do Zêzere e Tomar, permitindo a interligação rápida entre a variante de Tomar e o IC8, em Avelar, a A1/IC2/EN1, em Condeixa-a-Nova, e a Estrada da Beira, em Ceira.

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