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Centro de Cultura Contemporânea, o ícone de Castelo Branco

O Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco (CCCCB) é hoje considerado o ícone da cidade, não só pela sua arquitetura, como também por aquilo que representa no âmbito cultural e turístico para a região.

A construção do Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco iniciou-se em 2011 e a sua inauguração ocorreu dois anos depois, em outubro de 2013, com uma exposição de arte latino-americana da coleção de Joe Berardo.

O projeto orçado em cerca de cinco milhões de euros inicialmente não foi pacífico e houve muitas “vozes” na cidade que se levantaram contra a sua construção.

“Inicialmente, foi um projeto que teve várias resistências, não só ao nível da sua utilidade, como pela sua localização [centro cívico]e arquitetura”, diz à agência Lusa o seu mentor, Joaquim Morão, ex-presidente da Câmara Municipal, explicando que a ideia para a construção do CCCCB surgiu no âmbito de um processo de modernização que estava em curso na cidade.

“Tínhamos em execução uma intervenção do programa Polis, que incidiu essencialmente na zona antiga da cidade e no centro cívico. Houve então a ideia de termos aqui um projeto âncora que conseguisse projetar Castelo Branco para além daquilo que é normal”, sustenta.

Assim, surgiu a ideia de construir no centro da cidade o Centro de Cultura Contemporânea, “um equipamento que fosse também da autoria de um projetista de renome, neste caso do arquiteto Josep Lluis Mateo”.

Joaquim Morão adianta que, hoje, o CCCCB é um projeto “indissociável” do modernismo de Castelo Branco.

“Acho que esses objetivos iniciais, de ter em Castelo Branco um projeto marcante para a cidade, que ultrapassasse o âmbito local e que se impusesse pela sua arquitetura, contributo para a cultura e como um projeto de excelência, foram conseguidos. Não há na região nenhum [complexo]desta categoria”, sublinha.

O ex-autarca adianta ainda que o Centro “é a grande marca cultural que faz toda a diferença na região”, que se impôs em termos turísticos, não só pelos seus conteúdos, mas também a nível arquitetónico.

“Hoje, ao falar-se de Castelo Branco, fala-se do Centro de Cultura Contemporânea”, concluiu.

Por seu turno, o atual presidente da Câmara de Castelo Branco, Luís Correia, realça o papel de relevo da infraestrutura ao nível da arte contemporânea e da própria estratégia cultural do município.

“Hoje, o Centro de Cultura Contemporânea é um ícone em termos arquitetónicos, que marca Castelo Branco de uma forma muito forte”, sublinha.

O autarca realça, ainda, o papel “importantíssimo” que o centro desempenha na modernidade da cidade e da região e adianta que, sem este projeto, “era impossível Castelo Branco impor-se” em termos culturais.

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