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Centro escolar é maior obra pública de Arronches para combater desertificação

Arronches, no Alto Alentejo, ganhou um centro escolar em 2016, a maior obra pública de sempre no concelho, com 3,1 milhões de euros de investimento, deixando a autarquia esperançada em que contribua para o aumento da natalidade.

“Esta é a obra mais emblemática de sempre em Arronches. Em termos financeiros é a obra com maior relevância que a câmara já executou”, diz à agência Lusa a presidente do município, Fermelinda Carvalho.

A concretização do projeto representou uma “conquista” para o município, uma vez que a desertificação constitui um dos principais problemas deste concelho do distrito de Portalegre e onde a taxa de natalidade é uma das mais baixas do país.

Perante este cenário, Fermelinda Carvalho acredita que o Centro Escolar de Arronches, construído de raiz, poderá contribuir para o aumento da natalidade, situação que, revela, “até tem vindo a melhorar” nos últimos anos, graças a um conjunto de apoios concedidos pelo município.

“Este equipamento também pode funcionar como um estímulo à natalidade. É óbvio que ninguém vai ter filhos porque há uma escola nova, mas as pessoas têm filhos quando há uma série de apoios para as crianças, como transportes, piscinas, tempos livres e subsídios de refeição, e o município está a dar esse apoio”, explica.

Localizado junto à fronteira do Marco, com ligação à localidade espanhola de Cáceres, o concelho de Arronches é fortemente marcado pela atividade agropecuária, com destaque para a criação de porco de raça alentejana e bovinos de carne.

Para continuar a “estimular” o investimento, embora de forma indireta, o Centro Escolar de Arronches, que acolhe 255 alunos com idades entre os 3 e os 15 anos (do pré-escolar até ao 3.º ciclo do ensino básico), contou com um investimento superior a 3,1 milhões de euros, comparticipados em 85 por cento por fundos comunitários.

“Nós não tivemos de recorrer a crédito bancário para realizar a obra, em que o município investiu mais de 614 mil euros, pois tínhamos uma situação financeira que nos permitia concretizar este projeto”, acrescenta.

De acordo com o município, o centro escolar é composto por duas salas de atividades para o ensino pré-escolar, uma sala polivalente e um gabinete de educadores, enquanto o 1.º ciclo possui cinco salas de aula e uma polivalente.

Os alunos dos 2.º e 3.º ciclos contam com oito salas de aula, além de áreas para educação visual e tecnológica, música, ensaios e arrumo de instrumentos, dois laboratórios, duas salas para as tecnologias da informação e comunicação, uma de desenho, dois gabinetes de professores, um arquivo e balneários masculinos e femininos.

O edifício está também dotado de áreas sociais de apoio, nomeadamente refeitório e cozinhas, ginásio, sala polivalente e sala de alunos no piso térreo.

No piso superior está instalado um centro de recursos (biblioteca), papelaria e reprografia, sala de professores, direção e apoio administrativo e salas de trabalho para docentes, enquanto a área exterior do centro escolar é composta por um pátio e um polivalente.

“Eu acho que este investimento se justifica. Quisemos agarrar esta oportunidade, pois os municípios têm de ter ambição e nós levámos seis anos para conseguir concretizar esta obra”, conclui a autarca.

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