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Estremoz promove negócios e “gastronomia de referência” com parque de feiras

Uma mostra internacional de agropecuária e a “Cozinha dos Ganhões” são hoje as duas principais “montras” de Estremoz, no Alentejo, que “cresceram” com a abertura de um parque de feiras e exposições há uma dúzia de anos.

Obra de cinco milhões de euros, financiada por fundos comunitários e onde anualmente são realizados vários certames, o parque de feiras, inaugurado em abril de 2004, tem permitido ao concelho, pela sua localização, numa zona central do Alentejo e a caminho de Espanha, assumir-se como “centro de negócios e de eventos” da região.

“As feiras de agropecuária e de gastronomia e vinhos cresceram graças à construção do novo equipamento”, diz à agência Lusa o presidente do município, Luís Mourinha, assinalando o contributo dos certames, nos últimos anos, para “o significativo crescimento” do turismo, também atraído pelo património concelhio.

Destinada à valorização e promoção socioeconómica e turística do concelho, a Feira Internacional de Agropecuária de Estremoz (FIAPE), que completou 30 anos em 2016, sendo uma das maiores do sul do país, agrega uma Feira de Artesanato, que o autarca considera ser “uma das mais conceituadas a nível nacional”.

Por outro lado e já com 23 edições, a “Cozinha dos Ganhões”, designação que era atribuída antigamente aos trabalhadores da lavoura nas herdades alentejanas, é apontada como o maior certame gastronómico do Alentejo, promovendo também os vinhos e doces regionais.

Criada em 1986, a FIAPE, que inicialmente era realizada no Rossio Marquês de Pombal, praça central da cidade, e a “Cozinha dos Ganhões”, na opinião do autarca, “têm contribuído para o desenvolvimento” de Estremoz, sendo as principais “montras” das potencialidades do concelho.

“O turismo tem aumentado consideravelmente nos últimos anos, muito graças à riqueza do património histórico e monumental do concelho”, mas também por Estremoz, no distrito de Évora, ser hoje “uma referência na área da gastronomia”, afirma Luís Mourinha.

Com o setor dos mármores a perder peso, embora o mármore branco de Estremoz seja conhecido em todo o mundo, o setor vitivinícola também “ganhou espaço” com o “nascimento” de várias empresas, totalizando atualmente 22, que exportam para vários países.

Uma das novas adegas, na periferia da cidade alentejana, é do produtor Tiago Cabaço, que diz apostar “em produtos de excelência”.

“Estremoz tem realmente um microclima diferente, para melhor, que nos permite criar vinhos mais frescos e, ao mesmo tempo, mais complexos, do que na maioria dos concelhos do Alentejo”, afirma à Lusa Tiago Cabaço, que integra a nova geração de produtores de vinho da região e que pretende pôr em prática o que aprendeu num projeto de família.

A nível pecuário, setor que também apresenta um “significativo peso económico” no concelho, o presidente da Associação de Criadores de Ovinos da Região de Estremoz (ACORE), Augusto Calça e Pina, olha a FIAPE como “uma das maiores feiras nacionais de ovinos, caprinos e bovinos”.

“Nesta feira já se realizam três concursos de ovinos, os de raça Ile de France, merino branco e merino preto, e dois concursos de bovinos de raças Limousine e Charolesa, além da qualidade dos animais ser irrepreensível”, salienta o presidente da ACORE, associação responsável pelo setor da pecuária na FIAPE.

Quanto ao artesanato concelhio, os bonecos feitos em barro serviram de mote à candidatura da “Produção de Figurado em Barro de Estremoz” à lista representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade, da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).

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