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Festival em São Roque do Pico rejuvenesce concelho durante cinco dias por ano

Durante cinco dias e cinco noites, todos os anos, São Roque do Pico duplica a população com a chegada de jovens para o festival de música ‘Cais Agosto’, que se tornou uma das referências de verão nos Açores.

“Cada vez mais o festival ‘Cais Agosto’ tem vindo a ser um marco entre a juventude dos Açores durante o verão”, afirma Paula Ferreira, vereadora da Cultura na Câmara Municipal de São Roque do Pico, entidade que anualmente promove este festival de música.

A vila de São Roque do Pico, com cerca de 15 mil habitantes, a maioria envelhecida, ganha nos últimos dias de julho, mês em que se realiza o festival, “um colorido e animação diferentes do resto do ano, devido à presença de muitos jovens vindos de outras ilhas do arquipélago”, recorrendo, sobretudo, ao transporte marítimo, adianta Paula Ferreira.

A autarca explicou que o festival ‘Cais Agosto’, criado há mais de duas décadas, foi uma forma de a autarquia “atrair população jovem das outras ilhas para dar alegria a um concelho envelhecido e, por outro lado, dar a oportunidade à população residente de assistir a espetáculos”.

Com um custo anual de 250 mil euros, o festival Cais Agosto tem acolhido várias gerações ao longo dos anos.

Segundo disse Paula Ferreira, à organização chegam vários testemunhos de pessoas que regressam com os filhos e, mais tarde, são os netos que começam a frequentar o evento.

“Embora seja um festival, principalmente direcionado para a juventude, também tentamos colocar sempre atividades que sejam do agrado de todas as idades”, refere Paula Ferreira, lembrando que o ‘Cais Agosto’ inicia sempre com um festival de bandas filarmónicas da ilha do Pico, que decorre junto aos Paços do Concelho.

Além dos concertos, o festival inclui, ainda, marchas populares, folclore e uma feira gastronómica e de artesanato, elementos que o tornam “ainda mais apelativo e intergeracional”, sublinha a responsável.

O palco principal do festival, montado na praceta dos baleeiros junto ao mar, com a ilha de São Jorge ao fundo, recebe anualmente vários artistas e grupos da música nacional.

Paula Ferreira destaca, ainda, a importância e o contributo do festival para a economia local, que “aproveita os cinco dias do evento para vender mais e obter fundos para equilibrar as suas contas”.

Da restauração ao alojamento, passando pelos transportes, todo o tecido económico do concelho, que se quer afirmar como “capital do turismo rural dos Açores”, ganha com o ‘Cais Agosto’, considera a vereadora, explicando que, ano após ano, o alojamento, da hotelaria tradicional ao parque de campismo, esgota com a presença dos festivaleiros.

“A importância que damos ao festival é grande, de tal modo que assim que um termina, começamos logo a organizar o próximo, privilegiando nomes da música nacional”, acrescenta, referindo a este propósito que é feita uma auscultação informal, até junto dos funcionários da autarquia, sobre potenciais artistas que devem subir ao palco do festival que coloca São Roque do Pico, na ilha onde está o ponto mais alto de Portugal, no mapa dos festivais de verão de referência do país.

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