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IC6 fundamental para retirar Tábua do interior

O IC6, estrada que liga o IP3, na zona da barragem da Aguieira, a Tábua, fez com que este município do norte do distrito de Coimbra deixasse de ser terra de interior, sustenta o presidente da Câmara.

Com a entrada em funcionamento daquela via, em 2010, Tábua ficou a menos de uma hora de distância de Coimbra, sublinha, à agência Lusa, o presidente do município, Mário de Almeida Loureiro.

A estrada, com três nós de acesso ao concelho, conjugada com o IP3 (Coimbra-Viseu), em serviço desde o início da década de 1990, aproximou Tábua do litoral, “trouxe empresas e pessoas, dinâmica e riqueza” e “qualidade de vida”.

Na vila, as casas devolutas têm vindo a ser reocupadas e começam a surgir novas habitações para venda e arrendamento, refere o autarca.

De acordo com um estudo feito há cerca de dois anos pela Universidade de Coimbra, Tábua é o único concelho do interior do distrito cuja população, que atualmente é pouco superior a 12 mil habitantes, deverá aumentar nos próximos tempos.

Nos últimos cinco anos foram criados cerca de dois mil postos de trabalho no concelho, calcula Mário Loureiro.

A situação explica-se, essencialmente, com o “dinamismo e empenho dos empresários” locais e que ali se têm fixado, salienta Mário Loureiro, adiantando que no parque industrial de Tábua se deverão instalar sete novas empresas até final de 2017.

É em Tábua que se situa a maior empregadora privada da região Centro, empresa que fabrica 3.500 sofás e quatro a cinco mil colchões por dia, fatura mais de 100 milhões de euros por ano, 92% dos quais para exportação, e emprega, nesta vila e na unidade de Nelas, cerca de dois mil trabalhadores.

Mas há outras empresas no concelho que também contribuem, embora numa escala menor, para que Tábua registe uma taxa de desemprego que corresponde a menos de metade da média nacional (cerca de 5%) e um elevado índice de exportação, sobretudo nas áreas do setor alimentar, das confeções e da metalomecânica.

Tábua tem bons acessos ao IP3 e ao IC12 (projetada autoestrada entre a A17, em Mira, e a A25, em Mangualde, com cerca de 20 quilómetros em serviço, entre o IP3, em Santa Comba Dão, e Canas de Senhorim) e às autoestradas A1 (Lisboa-Porto) e A25 (Aveiro-Vilar Formoso), mas “é muito, muito importante concluir o IC6”, adverte Mário Loureiro.

A conclusão daquela via, ligando Tábua a Oliveira do Hospital e Covilhã, é essencial para o desenvolvimento turístico do concelho, que tem de ser equacionado em função da região, designadamente da Serra da Estrela, que fica ali ao lado, mas longe através da atual rede rodoviária.

O turismo é uma das grandes apostas de Tábua, designadamente em cooperação com municípios vizinhos, para potenciar motivos de atração como a barragem da Agueira e o Mondego ou o rio Alva, mas, além da conclusão do IC6, é também importante criar uma alternativa confortável e segura ao IP3 entre Coimbra e Viseu, defende o autarca.

O investimento no turismo e noutros setores não fará esquecer, no entanto, a necessidade de continuar a melhorar as condições de vida em Tábua, assegura o presidente da Câmara, que prevê – exemplifica – investir “mais cerca de dois milhões de euros em regeneração urbana” e cerca de quatro milhões de euros para tratamento de águas residuais, cujos projetos serão objeto de candidaturas a comparticipação de fundos europeus.

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