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Mogadouro passa da falta de água para equipamentos de “última geração”

Os últimos 25 anos viram Mogadouro passar de uma vila transmontana que não dispunha, praticamente, de água para o abastecimento público, a uma localidade dotada de equipamentos públicos e infraestruturas de “última geração”.

Com a construção da barragem de Penas Roias, no início da década de 90 do século passado, dava-se o pontapé de saída à edificação e ao planeamento de um conjunto de infraestruturas que “modificaram” a face de um concelho essencialmente rural.

“Se quisermos estar com atenção a tudo o que se fez em Mogadouro, nos últimos 25 anos, a construção da barragem de Penas Roias é a obra mais emblemática do concelho e que mais impacto teve no seu desenvolvimento económico e social “, diz à agência Lusa Armando Salomé (PSD), que há um quarto de século era presidente da Câmara de Mogadouro.

A barragem de Penas Roias custou cerca de 710 mil contos em moeda antiga (3,55 milhões de euros), acabando por resolver os principais problemas de abastecimento de água a grande parte do setor nascente do concelho transmontano.

“Nós vivíamos, na altura, à míngua de água. Tínhamos água disponível duas a três horas por dia. Entre maio ou junho e até ao início do inverno, a população tinha de andar de cântaro para a colher”, lembra o antigo autarca.

A barragem foi construída pelo método de enrocamento, uma técnica que na altura era “pioneira em toda a Europa” e que permitiu economizar custos na sua edificação.

No período após a construção da barragem, deu-se início à edificação de equipamentos públicos, como o complexo desportivo que comporta duas piscinas, uma coberta e aquecida e a outra ao ar livre, um estádio de futebol e cortes de ténis, entre outras valências. Era o início de “uma nova era” para a vila de Mogadouro, no distrito de Bragança.

Francisco Pires, o presidente da câmara de Mogadouro (PS) entre 1993 a 2001, confirma que o abastecimento de água era prioritário para o concelho.

“Com o problema da falta de água resolvido, adquirimos a quinta da Agueira e elaborámos um projeto integrado para o complexo desportivo. Começámos por construir uma piscina aquecida que acabaria por se tornar na primeira do género de todo o distrito de Bragança e assim se lançou um conjunto de obras importantes”, lembra.

Nos sucessivos mandatos autárquicos, nas últimas duas décadas, a vila e o concelho de Mogadouro acabariam por ficar dotados de um conjunto de modernos equipamentos, como biblioteca municipal, casa das artes e ofícios, centro de saúde com serviço de urgência básica, quartel da GNR, rede de água e saneamento (em praticamente todo o concelho), melhoria da rede viária e arruamentos e auditório municipal, entre outros.

Outro antigo presidente da Câmara, António Machado (PSD), lembra que atualmente é preciso apostar no turismo e mostrar ao país onde fica Mogadouro, já que se trata de uma vila bem apetrechada de equipamentos culturais e de lazer.

“Mogadouro não tem um hotel para fixar os turistas. Quem por aqui vem, não fica. O turismo terá de ser uma aposta de futuro e para o futuro”, sublinha o antigo autarca.

O atual presidente da Câmara de Mogadouro, Francisco Guimarães (PS) avança que, em termos de equipamentos públicos e infraestruturas, a vila está bem dotada.

“O importante, agora, é saber fixar as pessoas, criando emprego, e aponto como exemplo a ampliação da zona industrial”, conclui.

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