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Museus são oferta cultural de relevo e atraem milhares a Belmonte

A Rede Municipal de Museus de Belmonte tem-se afirmado, ao longo dos anos, como uma oferta cultural de relevo, que contribui para dinamizar esta vila histórica no distrito de Castelo Branco e para atrair milhares de visitantes à região.

No topo das preferências estão o Museu Judaico, com particular enfoque na Comunidade Judaica de Belmonte que se mantém na vila desde há séculos, e o Museu dos Descobrimentos, inaugurado em 2009 e que está centrado na viagem marítima e na descoberta do Brasil por Pedro Álvares Cabral, que nasceu em Belmonte.

O Ecomuseu do Zêzere, o primeiro museu da rede a ser inaugurado, em 2001, o Museu do Azeite (2005) e o Centro de Interpretação da Igreja de Santiago (2008), que inclui o Panteão dos Cabrais, completam a rede.

“Apostamos seriamente na componente turística e os nossos museus são essenciais para a promoção e divulgação de Belmonte. É por isso que queremos melhorá-la e renová-la”, afirma à agência Lusa o presidente da Câmara Municipal de Belmonte, António Dias Rocha.

Na calha está já a renovação do Museu Judaico, que abriu em 2005, num investimento de cerca de 300 mil euros que deverá dotar aquele núcleo museológico com novos conteúdos, tecnologias e temáticas, bem como com uma sala inteiramente dedicada ao criptojudaísmo.

Entre os projetos está ainda a recuperação das salas museológicas do Castelo de Belmonte e a criação de um espaço interpretativo para Centum Cellas (ruínas romanas que são monumento nacional), que, a curto prazo, devem passar a fazer parte da rede.

“Continuamos a trabalhar arduamente para reforçar a nossa oferta, até porque ela contribui para a dinamização do concelho e da região”, afirma.

António Dias Rocha também realça que esta é uma “oferta cultural muito diferenciadora”, que desempenha ainda um importante papel na preservação da realidade e história local e nacional.

“São um verdadeiro motivo de orgulho para nós”, afiança José Feliciano, 71 anos, natural de Belmonte.

José Feliciano não se cansa de enumerar as vantagens destes museus, que “dinamizam o comércio, atraem gente e dão a conhecer a vila e o concelho lá fora”.

Ana Vicente, proprietária da unidade de alojamento e restaurante “O Castelo”, também testemunha as mais-valias, sublinhando que ajudam a dinamizar o negócio, “principalmente à noite e ao fim de semana”.

“São mais uma peça que ajuda a valorizar a nossa oferta”, resume António Rebelo de Andrade, da Pousada do Convento de Belmonte, empreendimento que integra os museus entre os pontos de interesse da região que aconselha aos seus clientes.

Segundo os dados da Empresa Municipal de Promoção e Desenvolvimento Social do Concelho de Belmonte, o conjunto dos cinco museus registou em 2015 cerca de 70 mil visitantes.

O número reflete uma “ligeira quebra” relativamente a 2014, mas não deixa de se destacar, principalmente num concelho com pouco mais de 6.800 habitantes e que, desta forma, ganha uma nova vida, falada a várias línguas.

A maioria chega de Portugal, mas juntam-se muitos outros de Israel, do Brasil e de Espanha (países que encabeçam a lista), ou, ainda, embora em menor número, de França, de Itália, do Canadá e dos Estados Unidos.

Motivo mais do que suficiente para que a Câmara Municipal de Belmonte classifique esta aposta como “essencial e estratégica” e para que tenha definido como objetivo atingir os 100 mil visitantes anuais.

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