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Património Mundial deu a Coimbra reconhecimento que nunca tinha tido

A classificação como Património da Humanidade, em 2013, ofereceu a Coimbra mais turismo e esta distinção aumentou a autoestima da cidade e da universidade, que conquistaram “um reconhecimento que nunca tinham tido”.

A história da Universidade de Coimbra (UC) e o seu património imaterial “obtiveram uma centralidade e um reconhecimento que nunca tinham tido, quer dentro quer fora de Portugal”, afirma à agência Lusa o reitor João Gabriel Silva.

“Alguns aspetos que tornam a Universidade de Coimbra única, como o seu papel central na história da língua e da cultura portuguesas, ou o seu papel na formação e evolução dos países de língua portuguesa, só agora estão a ser verdadeiramente tidos em conta”, sustenta o reitor da UC, sublinhando que, por isso, o afluxo de turistas tem “aumentado imenso”.

O crescimento do número de visitantes “permite pagar a manutenção do próprio património”, destacando-se, também, “uma maior atratividade de estudantes internacionais, algo muito importante quando as universidades portuguesas têm de construir para si um lugar também fora das fronteiras” do país, salienta João Gabriel Silva.

Além disso, “a atenção dada ao património construído da UC, ou associado à respetiva história, ganhou muita visibilidade”, acrescenta.

A declaração pela UNESCO da ‘Universidade de Coimbra – Alta e Sofia’ como Património Mundial da Humanidade aumentou “a autoestima dos conimbricenses e o orgulho que sentem no facto de a importância histórica, cultural e social da sua cidade ser agora mundialmente reconhecida”, afirma, por outro lado, o presidente da Câmara, Manuel Machado.

Mas, adverte, isso também responsabiliza “todos, ainda mais, por um cuidado atento aos patrimónios materiais e imateriais”.

“Comprovadamente, cresceu a procura turística, não apenas na Universidade e no restante espaço classificado, mas em toda a cidade, com os inerentes benefícios”, salienta o autarca, referindo que têm surgido “novos negócios no centro histórico”, com a correspondente criação de emprego e riqueza, “além da essencial vertente da animação urbana e intensificação das sociabilidades nesta zona nobre” da cidade.

“A notoriedade de Coimbra no país e no estrangeiro” também cresceu, corrobora Manuel Machado, destacando que “a cidade tem sido frequentemente mencionada em vários ‘rankings’ nacionais e internacionais, nos lugares de topo” dos destinos turísticos.

Para Manuel Machado, estas melhorias estão, naturalmente, ancoradas numa estratégia cultural bem definida”, que passa por “preservar e promover aquilo que singulariza” e “aquilo que existe de diferente” em Coimbra.

“Boa parte do edificado já está a ser revitalizado, por iniciativa da Câmara Municipal, da Universidade e dos privados”, realça Manuel Machado, sustentando que “todos estes aspetos – incremento da atividade turística e económica, do emprego e da notoriedade da cidade, e revitalização do edificado degradado – estão contidos nos objetivos e na estratégia” do município, pelo que “a classificação é um aliado de peso”.

A classificação de Coimbra é “uma questão de justiça”, pelo seu “universalismo”, património, “importância na formação e difusão da língua portuguesa” e riqueza imaterial, “fundada na cultura, no conhecimento e também nas tradições académicas”, que “irradiam para todo o mundo”.

A classificação pela UNESCO é “importante pelo potencial de desenvolvimento que representa, bem como pela obrigação de elevar a fasquia por parte de quem gere a cidade”, conclui o autarca.

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