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A requalificação das frentes ribeirinhas que deu outra vida à Moita

O concelho da Moita tem vindo a apostar na requalificação das frentes ribeirinhas do concelho nas últimas décadas, que têm um total de cerca de 20 quilómetros, invertendo a tendência de voltar as costas ao rio Tejo.

“É uma aposta estratégica do concelho virar-se de novo para o rio. Somos um conjunto de populações ribeirinhas, mas fomos voltando as costas ao rio e, no pós-25 de Abril, o rio estava esquecido”, diz à Lusa Rui Garcia (PCP), presidente da Câmara da Moita.

O autarca explica que, nas últimas décadas, se tem vindo a trabalhar para inverter a tendência, de modo a aproveitar as potencialidades do Tejo.

“Foram efetuadas intervenções em todo o concelho, nos cerca de 20 quilómetros de frente ribeirinha, de modo a voltarmos a olhar de frente para o rio. Intervenções na construção do Parque Zeca Afonso na zona ribeirinha, no Cais de Alhos Vedros, na Praia do Rosário, em Sarilhos Pequenos e na marginal e Cais da Moita são um exemplo do trabalho realizado”, defende.

Rui Garcia defende que o rio Tejo deve ser “a grande sala de visitas” do concelho e sublinha: “nos últimos 15 anos, a grande obra que foi efetuada foi a requalificação da marginal e do Cais da Moita, mas se recuarmos mais de 15 anos, a construção do Parque José Afonso, na Baixa da Banheira, junto ao rio, foi também uma grande obra”.

Para o autarca, existe ainda muito trabalho para fazer, referindo que o lazer e o turismo são as atividades que devem potenciar as frentes ribeirinhas.

“Para potenciar as zonas ribeirinhas deve-se apostar no lazer e turismo, nas atividades fluviais. Não é com uma grande obra âncora que se potencia, mas sim com um conjunto de obras que atraiam as pessoas. A atratividade de Lisboa deve espelhar-se no resto da região”, diz.

Para o futuro, Rui Garcia advoga que, recorrendo ao novo quadro comunitário, seja feita a intervenção no Cais de Alhos Vedros, no Cais da Moita, ao nível da melhoria das condições de embarque, e também no Gaio/Rosário e em Sarilhos Pequenos.

“Temos estas perspetivas de intervenção, mas também é preciso manter a qualidade do que foi efetuado e isso tem encargos. Esta aposta estratégica foi a mais correta e isso é comprovado no dia-a-dia”, conclui.

 

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