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Soure aposta nas políticas de proximidade em detrimento de grandes obras

O município de Soure, localizado no sudoeste do distrito de Coimbra, tem vindo a apostar nas políticas de proximidade aos cidadãos em detrimento de grandes obras, como forma de manter a unidade territorial.

“Uma das estratégias tem sido tratar o território como um todo e todo por igual”, diz à agência Lusa o presidente da Câmara de Soure Mário, Jorge Nunes (PS).

O autarca refere que o atual executivo, a exemplo dos anteriores, “recusa privilegiar a centralidade da sede de concelho face ao resto do território” de cerca de 265 quilómetros quadrados, dez freguesias que vão desde a serra de Sicó, fronteira com o município de Pombal, já no distrito de Leiria, até ao estuário do rio Mondego, a norte.

Mário Nunes destaca um conjunto de equipamentos descentralizados pelo concelho, nas áreas da educação, apoio social, desporto e lazer, como o pavilhão gimnodesportivo que está instalado na Granja do Ulmeiro, junto ao rio Mondego, no topo norte do concelho, freguesia onde existe um clube de futsal “que está no top 10 nacional em número de atletas” daquela modalidade, revela.

Quanto às piscinas municipais, existem dois complexos, um ao ar livre na sede concelhia – também sede de freguesia, onde reside mais de um terço da população e concentra metade dos lugares do município – e outro, coberto no inverno e descoberto no verão, na freguesia de Vila Nova de Anços.

O autarca destaca ainda os mais de 1.000 quilómetros de vias de comunicação existentes para ligar as cerca de 200 localidades do concelho, notando, no entanto, a demora na requalificação da estrada nacional de ligação da zona industrial de Soure ao novo nó da autoestrada A1, este uma ambição com duas décadas recentemente concretizada.

Ouvido pela Lusa, Porfírio Quedas, presidente da junta de Vila Nova de Anços, confirma a aposta municipal do atual executivo e de anteriores liderados por João Gouveia – presidente da Câmara de Soure em cinco mandatos consecutivos entre 1994 e 2013, atual deputado na Assembleia da República e presidente da Assembleia Municipal – naquilo que considera “uma política de unidade concelhia”.

“Face às suas características e dimensão territorial, a Câmara quis sempre, e bem, que não existisse uma diferenciação territorial entre as várias freguesias e a sede de concelho”, sublinha.

Porfírio Quedas, eleito pelo PS a exemplo de todos os restantes presidentes de junta, lembra os problemas que a freguesia que lidera passou, em 2013, ao nível do abastecimento de água, cuja resolução “foi uma prioridade”.

“Houve logo esse cuidado”, sustenta o autarca.

Quanto às piscinas municipais instaladas na localidade atravessada pelo rio Arunca, a meio caminho entre a vila de Soure e o rio Mondego, Porfírio Quedas refere que, de inverno, são maioritariamente ocupadas por crianças e jovens das escolas, com exceção dos finais de tarde quando decorrem aulas de natação abertas à população “com muita procura de outras zonas do concelho”.

“Para ver a adesão que têm basta cá vir e confirmar que o parque de estacionamento está sempre repleto de automóveis”, indica.

De verão, sem praias no município, a piscina torna-se uma atração para os mais jovens da freguesia, mas também de territórios vizinhos, pela configuração ‘descoberta’ e pelo bar de apoio.

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