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Termas afirmam-se como a “galinha dos ovos de ouro” de Amares

As Termas de Caldelas, em Amares, indicadas para tratamento de doenças gastrointestinais, chamam, anualmente, 3.000 aquistas ao concelho, sendo vistas pelos responsáveis autárquicos como a “galinha dos ovos de ouro” do turismo e da economia locais.

A criação das termas remonta ao início do século XX, mas o balneário sofreu, em 2004/2005, um investimento de cerca de 1,5 milhões de euros, que permitiu a penetração nos ramos do bem-estar, do lazer e da estética.

“Toda a nossa atividade turística está ancorada nas termas, elas são a pedra basilar da economia da região”, refere José Almeida, presidente da Junta de Caldelas, freguesia com mil habitantes.

O administrador das Termas de Caldelas, Diogo Barbosa, adianta que anualmente, em média, por ali passam 3.000 aquistas. Destes, 80 por cento ainda vão por razões meramente terapêuticas, para tratamento de doenças gastrointestinais ou de pele.

Os restantes já procuram as termas numa perspetiva de bem-estar e de combate ao stresse ou mesmo para fins estéticos, incluindo programas de emagrecimento.

“Há um grande potencial de crescimento da atividade termal na vertente do bem-estar, associada a lazer, a férias e a descanso”, admite Diogo Barbosa.

Foi, precisamente, para reforçar esta vertente do lazer que os responsáveis das Termas de Caldelas investiram, em 2004/2005, cerca de 1,5 milhões de euros, nomeadamente com a construção de uma piscina termal.

Segundo Diogo Barbosa, as Termas de Caldelas não escaparam à crise que se abateu sobre o país, tendo-se registado “alguma” quebra na procura.

“Mesmo assim, recebemos 3.000 aquistas por ano. Quem vem para fins terapêuticos, fica, em média, 14 dias. Não é difícil perceber, assim, a importância decisiva que a atividade termal tem para a economia de Amares”, sublinha.

Esta importância é corroborada pelo presidente da Câmara, Manuel Moreira, que vê nas termas uma “galinha dos ovos de ouro” de Caldelas e de todo o concelho.

“São conhecidas em todo o lado, trazem para Amares gente de todo o país e até do estrangeiro e são óbvios os seus impactos na economia de um concelho com cerca de 20 mil habitantes”, reconhece o autarca.

Por isso, acrescenta, o município tem apostado na dinamização da zona das termas, com a promoção de eventos que possam ajudar à divulgação daquele “ex-líbris” do concelho.

Uma zona que, em abril, ganhou um novo “chamariz”, com a implantação de um busto de homenagem ao “chef Silva”, cozinheiro natural daquele concelho que morreu em outubro de 2015.

Foi um dos mais conceituados “chefs” de cozinha tradicional portuguesa e ficou famoso pela revista TeleCulinária e pelos programas televisivos em que participou.

“O busto e a memória do ‘chef Silva’ podem ajudar a deixar os frequentadores das termas com água na boca e a convencê-los a provarem a gastronomia da região nos nossos restaurantes”, acredita Manuel Moreira.

 

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