Fechar
Abrir

Termas da Cavaca são “projeto âncora” para Aguiar da Beira

As Termas das Caldas da Cavaca de Aguiar da Beira, que reabriram em 2008, são consideradas um “projeto âncora” para o concelho, apesar de o plano de investimento previsto para aquele complexo ainda não estar totalmente concretizado.

Inauguradas em 1924, por iniciativa de um particular, foram adquiridas em 1983 pela Câmara Municipal de Aguiar da Beira e funcionaram até 1995.

Após 13 anos de inativação, reabriram em 2008 com atividade sazonal, geridas pela Empresa Municipal ABTT – Aguiar da Beira Termas e Turismo.

A reabertura ocorreu “após significativo investimento público na ampliação e requalificação do balneário termal” e com a oferta “de uma nova gama de tratamentos, não só terapêuticos, mas de bem-estar e de beleza, prestados até aos dias de hoje, a um elevado número de aquistas, entre maio e outubro”, lembra à agência Lusa Rita Mendes, vice-presidente da autarquia.

A ABTT foi responsável pela administração do complexo até 2013, quando acabou por integrar a sociedade Caldas da Cavaca, SA, constituída em 2009.

“A sociedade tinha por missão o desenvolvimento e a exploração de um projeto hoteleiro de qualidade e relevância para Aguiar da Beira, capaz de projetar o concelho e o parque termal internacionalmente”, frisa Rita Mendes.

Entre 2011 e 2012, a sociedade beneficiou da aprovação de uma candidatura apresentada ao Programa Operacional Fatores de Competitividade (COMPETE) e da celebração de um contrato de concessão de incentivos com o Turismo de Portugal, que previa um investimento global de 9 milhões de euros na construção do hotel.

No entanto, segundo a autarca, “ainda em 2013, o COMPETE decidiu a revogação do contrato de concessão de incentivos – objeto de impugnação pendente -, inviabilizando a célere edificação do hotel e obrigando o atual executivo municipal à reformulação temporal e financeira da execução das Infraestruturas do Complexo Termal das Caldas da Cavaca, assumida pelo anterior executivo”, num valor superior a 1,6 milhões de euros.

“Conscientes da importância da requalificação e da dinamização dos recursos termais para o desenvolvimento socioeconómico do concelho, a sociedade e o município mantêm-se, até hoje, comprometidos e empenhados na conclusão do hotel e das infraestruturas das Termas das Caldas da Cavaca”, garante.

Segundo Rita Mendes, a construção do hotel, balneário e SPA “mantém-se em curso nas Caldas da Cavaca, representando já um investimento de mais de 5 milhões de euros e, no que respeita às infraestruturas públicas, encontram-se a decorrer os trabalhos finais da primeira fase e a preparação do concurso público para a segunda fase”.

“Os aguiarenses e o município reconhecem, no Complexo Termal das Caldas da Cavaca, o projeto âncora de atração turística e de investimento integrado para o concelho de Aguiar da Beira”, sustenta.

Para a autarca, a unidade hoteleira de quatro estrelas “contribuirá para contrariar a sazonalidade da atividade termal e alargar a frequência temporal dos aquistas”.

Por seu turno, o ex-presidente do município de Aguiar da Beira, Fernando Andrade, disse à agência Lusa que a reabertura do balneário termal foi o culminar do trabalho de “mais de uma dúzia de anos”.

As águas termais das Caldas da Cavaca são recomendadas, essencialmente, para tratamento de doenças digestivas, musculoesqueléticas, de pele e pulmonares.

Foi próximo da unidade hoteleira em construção em Aguiar da Beira que, a 11 de outubro de 2016, dois militares da GNR foram atingidos a tiro, alegadamente por um homem de 44 anos, que se entregou às autoridades no dia 08 de novembro. Um militar morreu e um outro ficou ferido.

Na mesma madrugada, um homem morreu e a mulher ficou gravemente ferida, também alvejados a tiro na viatura em que seguiam.

Voltar atrás