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Todo-o-terreno põe Fronteira no mapa do desporto motorizado

A vila de Fronteira, no Alto Alentejo, “passou a fazer parte do mapa” ao receber, desde 1998, uma prova de todo-o-terreno, reconhecida internacionalmente e que atrai milhares de “amantes” dos desportos motorizados.

A par da “notoriedade” alcançada, a prova de todo-o-terreno 24 Horas TT Vila de Fronteira tem “bastante impacto na economia do concelho”, sobretudo nas áreas da restauração e do alojamento, reconhece à agência Lusa o presidente do município, Rogério Silva.

A prova, diz, “colocou Fronteira no mapa, no calendário desportivo e, naturalmente, deu notoriedade, atraindo milhares de visitantes ao terródromo da vila”.

Ao longo dos anos, os 17 quilómetros que compõem o terródromo de Fronteira, no distrito de Portalegre, têm acolhido os mais conceituados pilotos da modalidade, que aproveitam esta prova de resistência, de final de época, para prepararem as suas máquinas rumo ao Rali Dakar.

“Eu diria que, para efeitos da economia local, durante um único fim de semana, será o evento que tem mais impacto e que nos dá mais notoriedade”, considera.

Situado junto à zona industrial da vila, o terródromo de Fronteira tem vindo a beneficiar, ao longo dos anos, de melhoramentos e de alterações de traçado, constituindo, segundo Rogério Silva, “um investimento único e exclusivo” dos cofres municipais.

Com cerca de 3.200 habitantes, distribuídos por três freguesias (Fronteira, São Saturnino e Cabeço de Vide), Fronteira vive dos serviços públicos, das instituições de solidariedade social e da agricultura, que o autarca diz serem os “motores” do emprego no concelho.

Contudo, nos últimos anos, o “espírito de aventura” passou a ser o “cartão-de-visita” de Fronteira, que, em 2012, voltou a surpreender os “mais radicais” com a criação da primeira escola do país para pilotos de balões de ar quente.

“Todos os anos, acolhemos um festival internacional de balonismo que é bastante falado e a escola é mais uma aposta”, afirma o autarca.

De regresso “à terra”, as provas de resistência equestre também atraem a Fronteira o público “apaixonado pelo mundo dos cavalos”, salienta o presidente da Câmara Municipal, exemplificando com uma prova de endurance que acolhe cavaleiros de várias nacionalidades, principalmente dos países árabes.

Se nos últimos anos as provas de todo-o-terreno, o balonismo e a equitação alteraram o rumo de Fronteira, uma outra vertente económica marcou também a diferença, o Complexo Termal de Cabeço de Vide, considerado como a “joia da coroa” do concelho.

Vocacionado para doenças reumáticas e respiratórias, o Complexo Termal de Cabeço de Vide, inaugurado em meados de 2007, possui um balneário termal com capacidade para acolher sete mil pessoas.

Para Rogério Silva, o complexo ainda tem “uma margem de progressão enorme”, uma vez que as termas apresentam uma água de “qualidade única”.

Reconhecendo que foram o desporto e o turismo de saúde que marcaram Fronteira nas últimas décadas, o autarca faz questão de referir, também, o Centro de Interpretação da Batalha dos Atoleiros, inaugurado em 2012 para homenagear a figura de D. Nuno Álvares Pereira.

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