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Vila Nova da Barquinha revitaliza turismo assente no Castelo de Almourol

Inaugurado no verão de 2012, o Parque de Esculturas Contemporâneas ao ar livre, que integra 11 peças num parque ribeirinho com sete hectares relvados, marcou um ponto de viragem na dinâmica turística de Vila Nova da Barquinha.

Neste concelho do distrito de Santarém pontifica o castelo de Almourol, com 70 mil visitas anuais.

“O Parque Ribeirinho é um espaço âncora que veio projetar a imagem de todo o concelho e onde pretendemos sublinhar o conjunto de oportunidades centradas no castelo de Almourol, no Parque de Esculturas Contemporâneas, no Mercado das Artes, na regeneração urbana e na valorização do património edificado e do rio Tejo”, destaca o presidente da autarquia, Fernando Freire.

Num projeto desenvolvido em parceria com a Fundação EDP, o Parque de Esculturas Contemporâneas, instalado em 2012 junto ao rio Tejo, acolhe peças concebidas propositadamente por artistas plásticos portugueses com trabalhos desenvolvidos desde a década de 1960. O equipamento veio “rivalizar” com o ex-libris turístico da região, de forma a atrair os milhares de turistas que visitam o castelo templário do Almourol, para que a vila beneficie economicamente deste fluxo.

Desde uma peça escultórica de três metros de altura, de Alberto Carneiro, à estrutura feita com fitas por Joana Vasconcelos, o parque acolhe obras de Alexandre Barata, Ângela Ferreira, Cabrita Reis, Cristina Ataíde, Fernanda Fragateiro, Pedro Croft, Rui Chafes, Zulmiro de Carvalho e Carlos Nogueira.

“O ineditismo da iniciativa é o de, pela primeira vez, no mesmo local, estar o que é reconhecido como sendo o mais significativo da escultura portuguesa contemporânea”, diz o autarca, de 56 anos, notando que o projeto “não se esgota na colocação de esculturas”, abraçando toda a zona baixa da localidade.

Uma forma de conseguir esta ligação à vila passou pelo início da ligação de barco ao castelo a partir do parque das esculturas.

O Parque Ribeirinho onde foi instalado, inaugurado em 2005, foi concebido pelos arquitetos paisagistas Joana Sena e Hipólito Bettencourt, numa intervenção que ganhou, em 2007, o prémio nacional de arquitetura paisagística em “espaços exteriores de uso público”.

Com financiamento no âmbito do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), o projeto, num investimento superior a dois milhões de euros, inclui uma galeria de exposições no piso térreo do edifício dos Paços do Concelho e um ateliê de criação plástica na antiga Casa da Hidráulica, edifício que acolhe também uma residência para artistas e onde funcionam os serviços educativos.

“Nos últimos anos, a oferta turística baseada no património e na cultura, tem registado um incremento significativo no país. A Barquinha está a acompanhar esta tendência, quer na evolução do número de visitantes, quer na evolução da capacidade de alojamento, que quadruplicou no meu mandato, de 30 camas para 120 camas”, destaca Fernando Freire.

“Para que tal aconteça, a autarquia tem promovido diferentes eventos gastronómicos, como o ‘Mês do sável e da lampreia’, a ‘Festa do peixe do rio’, e o ‘À mesa com azeite’, valorizámos o Castelo de Almourol, com a sua musealização em 2015, e a Igreja da Atalaia, com visitas guiadas”, além do teatro ao ar livre, a visitação ao Parque de Escultura Contemporânea Almourol (PECA) e ao Centro Integrado de Educação e Ciências (CIEC), acrescenta o autarca.

Segundo Fernando Freire, estes “são instrumentos importantes, mas outros existem que importa potenciar”, como o desenvolvimento do Aeródromo Militar de Tancos e o turismo militar.

Para o presidente da Câmara de Vila Nova da Barquinha, concelho com cerca de 7.300 habitantes, é necessário que as pessoas que fazem o percurso Évora/Almourol/Tomar/Fátima permaneçam no território.

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